escola lumiar

[www.lumiar.org.br]?

otherlanguages.org

{está gradualmente construindo um guia de referência as para mais de cinco mil minorias lingüísticas e linguagens sem Estado ao redor do mundo. Milhares de comunidades de uma só língua estão se tornando extintas. Das cinco ou seis mil linguagens do mundo, nós nem sabemos o que estamos perdendo, isto é, que literaturas, filosofias, modos de pensar, estão desaparecendo neste momento} [+].

{A imanência: uma vida...}

{O que é um campo transcendental? Ele se distingue da experiência, na medida em que não remete a um objeto nem pertence a um sujeito (representação empírica). Ele se apresenta, pois, como pura corrente de consciência a-subjetiva, consciência pré-reflexiva impessoal, duração qualitativa da consciência sem um eu [moi]. Pode parecer curioso que o transcendental se defina por tais dados imediatos: falaremos de empirismo transcendental, em oposição a tudo que faz o mundo do sujeito e do objeto. Há qualquer coisa de selvagem e de potente num tal empirismo transcendental. Não se trata, obviamente, do elemento da sensação (empirismo simples), pois a sensação não é mais que um corte na corrente da consciência absoluta. Trata-se, antes, por mais próximas que sejam duas sensações, da passagem de uma à outra como devir, como aumento ou diminuição de potência (quantidade virtual). Será necessário, como conseqüência, definir o campo transcendental pela pura consciência imediata sem objeto nem eu [moi], enquanto movimento que não começa nem termina? (Até mesmo a concepção espinosista dessa passagem ou da quantidade de potência faz apelo à consciência).

Mas a relação do campo transcendental com a consciência é uma relação tão-somente de direito. A consciência só se torna um fato se um sujeito é produzido ao mesmo tempo que seu objeto, todos fora do campo e aparecendo como "transcendentes". Ao contrário, na medida em que a consciência atravessa o campo transcendental a uma velocidade infinita, em toda parte difusa, não há nada que possa revelá-la. Ela não se exprime, na verdade, a não ser ao se refletir sobre um sujeito que a remete a objetos. É por isso que o campo transcendental não pode ser definido por sua consciência, a qual lhe é, no entanto, co-extensiva - mas ela subtrai-se a qualquer revelação.
O transcendente não é o transcendental. Na ausência de consciência, o campo transcendental se definiria como um puro plano de imanência, já que ele escapa à toda transcendência, tanto do sujeito quanto do objeto. A imanência absoluta é em si-mesma: ela não existe em alguma coisa, para alguma coisa, ela não depende de um objeto e não pertence a um sujeito. Em Espinosa, a imanência não existe para a substância, mas a substância e os modos existem na imanência. Quando o sujeito e o objeto, que caem fora do campo de imanência, são tomados como sujeito universal ou objeto qualquer aos quais a imanência é, ela própria, atribuída, trata-se de toda uma desnaturação do transcendental que não faz mais do que reduplicar o empírico (como em Kant), e de uma deformação da imanência que se ncontra, então, contida no transcendente. A imanência não está relacionada a Alguma Coisa como unidade superior a toda coisa, nem a um Sujeito como ato que opera a síntese das coisas: é quando a imanência não é mais imanência para um outro que não seja ela mesma que se pode falar de um plano de imanência. Assim como o campo transcendental não se define pela consciência, o plano de imanência não se define por um Sujeito ou um Objeto capazes de o conter.

Diremos da pura imanência que ela é UMA VIDA, e nada diferente disso. Ela não é imanência para a vida, mas o imanente que não existe em nada é, ele próprio, uma vida. Uma vida é a imanência da imanência, a imanência absoluta: ela é potência completa, beatitude completa. É na medida em que ele ultrapassa as aporias do sujeito e do objeto que Fichte, em sua última filosofia, apresenta o campo transcendental como uma vida, que não depende de um Ser e não está submetido a um Ato: consciência imediata absoluta, cuja atividade mesma não remete mais a um ser, mas não cessa de se situar em uma vida. O campo transcendental torna-se então um verdadeiro plano de imanência que re-introduz o espinosismo no mais profundo da operação filosófica. Não é uma aventura semelhante que sobrevém a Maine de Biran, em sua "última filosofia" (aquela que ele estava demasiadamente fatigado para levar a bom termo), quando ele descobria, sob a transcendência do esforço, uma vida imanente absoluta? O campo transcendental se define por um plano de imanência, e o plano de imanência por uma vida.

O que é a imanência? uma vida... Ninguém melhor que Dickens narrou o que é uma vida, ao tomar em consideração o artigo indefinido como índice do transcendental. Um canalha, um mau sujeito, desprezado por todos, está para morrer e eis que aqueles que cuidam dele manifestam uma espécie de solicitude, de respeito, de amor, pelo menor sinal de vida do moribundo. Todo mundo se apresta a salvá-lo, a tal ponto que no mais profundo de seu coma o homem mau sente, ele próprio, alguma coisa de doce penetrá-lo. Mas à medida que ele volta à vida, seus salvadores se tornam mais frios, e ele recobra toda sua grosseria, toda sua maldade. Entre sua vida e sua morte, há um momento que não é mais do que aquele de uma vida jogando com a morte. A vida do indivíduo deu lugar a uma vida impessoal, e entretanto singular, que despreende um puro acontecimento, liberado dos acidentes da vida interior e da vida exterior, isto é, da subjetividade e da objetividade daquilo que acontece. "Homo tantum" do qual todo mundo se compadece e que atinge uma espécie de beatitude. Trata-se de uma heceidade, que não é mais de individuação, mas de singularização: vida de pura imanência, neutra, para além do bem e do mal, uma vez que apenas o sujeito que a encarnava no meio das coisas a fazia boa ou má. A vida de tal individualidade se apaga em favor da vida singular imanente a um homem que não tem mais nome, embora ele não se confunda com nenhum outro. Essência singular, uma vida...

Não deveria ser preciso conter uma vida no simples momento em que a vida individual confronta o morto universal. Uma vida está em toda parte, em todos os momentos que tal ou qual sujeito vivo atravessa e que tais objetos vividos medem: vida imanente que transporta os acontecimentos ou singularidades que não fazem mais do que se atualizar nos sujeitos e nos objetos. Essa vida indefinida não tem, ela própria, momentos, por mais próximos que sejam uns dos outros, mas apenas entre-tempos, entre-momentos. Ela não sobrevém nem sucede, mas apresenta a imensidão do tempo vazio no qual vemos o acontecimento ainda por vir e já ocorrido, no absoluto de uma consciência imediata. A obra romanesca de Lernet-Holenia coloca o acontecimento em um entre-tempo que pode devorar regimentos inteiros. As singularidades ou os acontecimentos constitutivos de uma vida coexistem com os acidentes d'avida correspondente, mas não se agrupam nem se dividem da mesma maneira. Eles se comunicam entre eles de uma maneira completamente diferente da dos indivíduos. Parece mesmo que uma vida singular pode passar sem qualquer individualidade ou sem qualquer outro concomitante que a individualize. Por exemplo, as crianças bem pequenas se parecem todas e não têm nenhuma individualidade; mas elas têm singularidades, um sorriso, um gesto, uma careta, acontecimentos que não são características subjetivas. As crianças bem pequenas, em meio a todos os sofrimentos e fraquezas, são atravessadas por uma vida imanente que é pura potência, e até mesmo beatitude. Os indefinidos de uma vida perdem toda indeterminação na medida em que eles preenchem um plano de imanência ou, o que vem a dar estritamente no mesmo, constituem os elementos de um campo transcendental (a vida individual, ao contrário, continua inseparável das determinações empíricas). O indefinido como tal não assinala uma indeterminação empírica, mas uma determinação de imanência ou de uma determinabilidade transcendental. O artigo indefinido não é a indeterminação da pessoa a não ser na medida em que é a determinação do singular. O Uno não é o transcendente que pode conter mesmo a imanência, mas o imanente contido em um campo transcendental. O Uno é sempre o índice de uma multiplicidade: um acontecimento, uma singularidade, uma vida... Pode-se sempre invocar um transcendente que recai fora do plano de imanência, ou mesmo que atribui imanência a si próprio: permanece o fato de que toda transcendência se constitui unicamente na corrente de consciência imanente própria a seu plano. A transcendência é sempre um produto de imanência.

Uma vida não contém nada mais que virtuais. Ela é feita de virtualidades, acontecimentos, singularidades. Aquilo que chamamos de virtual não é algo ao qual falte realidade, mas que se envolve em um processo de atualização ao seguir o plano que lhe dá sua realidade própria. O acontecimento imanente se atualiza em um estado de coisas e em um estado vivido que fazem com que ele aconteça. O plano de imanência se atualiza, ele próprio, em um Objeto e um Sujeito aos quais ele se atribui. Mas, por mais separáveis que eles sejam de sua atualização, o plano de imanência é, ele próprio, virtual, na medida em que os acontecimentos que o povoam são virtualidades. Os acontecimentos ou singularidades dão ao plano toda sua virtualidade, como o plano de imanência dá aos acontecimentos virtuais uma plena realidade. O acontecimento considerado como não-atualizado (indefinido) não carece de nada. É suficiente colocá-lo em relação com seus concomitantes: um campo transcendental, um campo de imanência, uma vida, singularidades. Uma ferida se encarna ou se atualiza em um estado de coisas e em um vivido; mas ela própria é um puro virtual sobre o plano de imanência que nos transporta em uma vida. Minha ferida existia antes de mim... Não uma transcendência da ferida como atualidade superior, mas sua imanência como virtualidade, sempre no seio de um milieu (campo ou plano). Há uma grande diferença entre os virtuais que definem a imanência do campo transcendental, e as formas possíveis que os atualizam e que os transformam em alguma coisa de transcendental} | ultimo txt escrito por deleuze...

linguablogs

bordo{link}letr@s. dilicia :)

no cmi-brasil

saudacoes a tod@s | as intervencoes de arroabas [@] foram utilizadas pelos tradutores dos txts de paolo virno para {desfazer a supremacia do gênero masculino na designação da forma-homem em nossa língua, como indica a potência conectiva dos múltiplos nas redes informáticas}, ou seja, representam a multiplicidade e igualdade dos generos nas manifestacoes em lingua portuguesa | nao eh 1 direito reinvidicado por homens ou mulheres... a [@] eh uma atitude anarquica contra as estruturas estaticas da gramatica. vale como atitude politica por possibilitar a reconstrucao para uma gramatica + livre | estes e outros simbolos iram aparecer gradativamente pela influencia dos movimentos anarquistas em rede q reinvidicam os direitos de liberdade como sindicatos, estudantes, ambientalistas, grupos indígenas, minorias étnicas, ativistas contra a guerra, hackers etc | isso eh so o comeco de outras mudancas radicais na formacao de identidades LIVRES | assine a lista {aqui}.

manifestacao - SP

{No dia 4 de julho de 2004, domingo, na frente do MASP na av. Paulista haverá uma passeata contra a forma que George W. Bush, presidente dos EUA tem implantado sua politica no mundo.

Queremos chamar atenção aos seguintes fatos:

- A invasão cultural
- A Guerra motivada por petróleo no Iraque
- A mudança de regime em Cuba patrocinada e confirmada pelos EUA (para evitar a sucessão do irmão de Fidel Castro)
- O patrocínio de desastres ambientais em função da sua politica econômica
- O apoio e jogo duplo às guerrilhas entre países do oriente médio
- Ao apoio dos EUA às revoluções militares que torturam e mataram milhares na América Latina e Africa
- A imprensa marrom norte americana

Quando:

Dia 4 de julho de 2004 - domingo
Horas: 10:00h
Local: em frente ao MASP, Av. Paulista, São Paulo/SP

Se você não concorda com a politica dos EUA venha mostrar sua força}.

ImcEssayCollection

[docs.indymedia.org].

allen ginsberg

{Mais nada para ser dito e mais nada para ser chorado,
só os seres no Sonho, agarrados ao desaparecerem,
suspirando, berrando, comprando e vendendo pedaços de
fantasma, adorando-se uns aos outros, adorando o Deus
incluído nisso tudo - desejo ou fatalidade? - enquanto
dura, uma Visão - mais nada?} | via sin.

{Documento examina censura na Internet}

{O relatório, intitulado Internet Under Surveillance, examina a liberdade de expressão via Internet em várias partes do mundo, apontando as medidas usadas pelos governos para estreitar o acesso à informação e os truques usados pelos cidadãos para contornar a censura} [+][+].

internet pioneers

[www.ibiblio.org/pioneers].

clarice lispector

{Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora. Mas aí cessa a analogia: a não-palavra, ao morder a isca, incorporou-a. O que salva então é escrever distraidamente.

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada} | via borb0let@.

hip hop timeline

[www.b-boys.com/hiphoptimeline.html] | via [mblog.com/hyperpop].

illegal-art

[www.illegal-art.org].

radioBlog

[www.radioblogclub.com].

noam chomsky

{Socialismo é para os ricos}.

nicolas walter

{O movimento anarquista tem hoje cem anos, se se faz nascê-lo no momento em que os bakuninistas entraram na Associação Internacional dos Trabalhadores; desde então se estendeu a vários países do mundo, continuando a ser um movimento minoritário e desconhecido, mas vivaz. Da sua história desprende-se uma certa força, mas ao mesmo tempo uma certa fraqueza em particular, no domínio da coisa escrita. A literatura anarquista antiga pesa com todo o peso sobre o movimento atual e temos dificuldade em criar uma nova. Se os escritos dos nossos predecessores são numerosos, a maioria deles está hoje esgotada e o resto está amiúde desatualizado.

O texto que se vai ler propõe-se uma apresentação nova do anarquismo. Escrito na Inglaterra, na Primavera de 1969, dirige-se igualmente ao leitor de língua portuguesa porque há atualmente na Grã-Bretanha e na Europa um recrudescimento de interesse pelo pensamento libertário que, abandonando as antigas dissensões, põe de pé as bases duma discussão prática para o futuro.

As opiniões aqui expostas são naturalmente pessoais: com efeito, um dos traços característicos do anarquismo é assentar no julgamento individual; mas não deixarão de tomar em linha de conta teorias mais gerais sobre o anarquismo e de apresentá-las imparcialmente. A linguagem escolhida é voluntariamente simples e evita as referências freqüentes a escritores ou a acontecimentos passados; assim, o texto será compreendido mesmo pelo leitor pouco iniciado no assunto.

Inspira-se em escritos anteriores e não tem aspirações quanto à originalidade, do mesmo modo que não pretende ser definitivo: não se pode dizer tudo sobre o anarquismo, em cerca de cinqüenta páginas, e este resumo será sem dúvida substituído em breve, como os que o precederam.

Sobretudo, não queria que me tomassem por uma autoridade na matéria, porque outro traço característico do anarquismo é que não se resume às teorias de alguns mestres pensadores. Se os meus leitores não tiverem nada para me criticar, é porque fracassei. O texto que se vai ler é uma exposição pessoal sobre o anarquismo, a qual vem a lume após quinze anos de leituras e de discussões sobre o assunto e após dez anos de atividade no movimento e na imprensa anarquistas} | para ler o livro completo cliq {aqui}.

edgar rodrigues

[www.agrorede.org.br/ceca/edgar/anarkP.html].

pierre-joseph proudhon

{A propriedade é um furto}.

silvio gallo

{a educação tradicional veiculada pelo capitalismo teria por objetivo disseminar a ideologia da perpetuação e manutenção do sistema social, ensinar a ver o mundo de uma maneira socialmente aceita, a agir segundo esses parâmetros. A educação anarquista, por sua vez, teria por objetivo desetruturar essa ideologia social e ensinar a construção da liberdade, para que cada um pense e aja à sua maneira, criando sua própria ideologia, assumindo sua singularidade, sem no entanto fechar-se para a amplitude do meio social}{Pedagogia do risco: experiências anarquistas em educação. Campinas: Papirus, 1995, p.37}.

{Robots and college}

{The "conventional wisdom" says that, as more and more robots enter the American economy and eliminate millions of jobs at every level (from pilots and truck drivers to burger flippers and janitors), what workers need to do is to constantly upgrade their skills to stay ahead of the robots. A big part of that upgrade process is "going to college". Most people agree that the only way to get a "good job" in America today is to go to college, and that pressure to go to college will only increase as robots start to invade the economy} [+].

max stirner

{Ser livre é uma coisa que não posso verdadeiramente querer, porque a liberdade não posso fazê-la, não posso criá-la; posso somente desejá-la, aspirar a esta que permanece um ideal, um fantasma. A cada momento a realidade escava sulcos profundos na minha carne. Mas eu permaneço}.

manoel de barros

{Veio me dizer que eu desestruturo a linguagem. Eu desestruturo a linguagem? Vejamos: eu estou bem sentado num lugar. Vem uma palavra e tira o lugar de debaixo de mim. Tira o lugar em que eu estava sentado. Eu não fazia nada que a palavra me desalojasse daquele lugar. E eu nem atrapalhava a passagem de ninguém. Ao retirar debaixo de mim o lugar, eu desaprumei. Ali só havia grilo com a sua flauta de couro. O grilo feridava silêncio. Os moradores do lugar se queixavam do grilo. Veio uma palavra e retirou o grilo da flauta. Agora eu pergunto: quem desestruturou a linguagem? Fui eu ou foram as palavras? E o lugar que retirararm debaixo de mim? Não era para terem retirado a mim do lugar? Foram as palavras pois que desetruturaram a linguagem. E não eu} | via borbolet@.

{POSDATA SOBRE LAS SOCIEDADES DE CONTROL}

{I. Historia

Foucault situó las sociedades disciplinarias en los siglos XVIII y XIX; estas sociedades alcanzan su apogeo a principios del XX, y proceden a la organización de los grandes espacios de encierro. El individuo no deja de pasar de un espacio cerrado a otro, cada uno con sus leyes: primero la familia, después la escuela ("acá ya no estás en tu casa"), después el cuartel ("acá ya no estás en la escuela"), después la fábrica, de tanto en tanto el hospital, y eventualmente la prisión, que es el lugar de encierro por excelencia. Es la prisión la que sirve de modelo analógico: la heroína de Europa 51 puede exclamar, cuando ve a unos obreros: "me pareció ver a unos condenados...". Foucault analizó muy bien el proyecto ideal de los lugares de encierro, particularmente visible en la fábrica: concentrar, repartir en el espacio, ordenar en el tiempo, componer en el espacio-tiempo una fuerza productiva cuyo efecto debe ser superior a la suma de las fuerzas elementales. Pero lo que Foucault también sabía era la brevedad del modelo: sucedía a las sociedades de soberanía, cuyo objetivo y funciones eran muy otros (recaudar más que organizar la producción, decidir la muerte más que administrar la vida); la transición se hizo progresivamente, y Napoleón parecía operar la gran conversión de una sociedad a otra. Pero las disciplinas a su vez sufrirían una crisis, en beneficio de nuevas fuerzas que se irían instalando lentamente, y que se precipitarían tras la segunda guerra mundial: las sociedades disciplinarias eran lo que ya no éramos, lo que dejábamos de ser.

Estamos en una crisis generalizada de todos los lugares de encierro: prisión, hospital, fábrica, escuela, familia. La familia es un "interior" en crisis como todos los interiores, escolares, profesionales, etc. Los ministros competentes no han dejado de anunciar reformas supuestamente necesarias. Reformar la escuela, reformar la industria, el hospital, el ejército, la prisión: pero todos saben que estas instituciones están terminadas, a más o menos corto plazo. Sólo se trata de administrar su agonía y de ocupar a la gente hasta la instalación de las nuevas fuerzas que están golpeando la puerta. Son las sociedades de control las que están reemplazando a las sociedades disciplinarias.

"Control" es el nombre que Burroughs propone para designar al nuevo monstruo, y que Foucault reconocía como nuestro futuro próximo. Paul Virilio no deja de analizar las formas ultrarrápidas de control al aire libre, que reemplazan a las viejas disciplinas que operan en la duración de un sistema cerrado. No se trata de invocar las producciones farmacéuticas extraordinarias, las formaciones nucleares, las manipulaciones genéticas, aunque estén destinadas a intervenir en el nuevo proceso. No se trata de preguntar cuál régimen es más duro, o más tolerable, ya que en cada uno de ellos se enfrentan las liberaciones y las servidumbres. Por ejemplo, en la crisis del hospital como lugar de encierro, la sectorización, los hospitales de día, la atención a domicilio pudieron marcar al principio nuevas libertades, pero participan también de mecanismos de control que rivalizan con los más duros encierros. No se trata de temer o de esperar, sino de buscar nuevas armas.


II. Lógica

Los diferentes internados o espacios de encierro por los cuales pasa el individuo son variables independientes: se supone que uno empieza desde cero cada vez, y el lenguaje común de todos esos lugares existe, pero es analógico. Mientras que los diferentes aparatos de control son variaciones inseparables, que forman un sistema de geometría variable cuyo lenguaje es numérico (lo cual no necesariamente significa binario). Los encierros son moldes, módulos distintos, pero los controles son modulaciones, como un molde autodeformante que cambiaría continuamente, de un momento al otro, o como un tamiz cuya malla cambiaría de un punto al otro. Esto se ve bien en la cuestión de los salarios: la fábrica era un cuerpo que llevaba a sus fuerzas interiores a un punto de equilibrio: lo más alto posible para la producción, lo más bajo posible para los salarios; pero, en una sociedad de control, la empresa ha reemplazado a la fábrica, y la empresa es un alma, un gas. Sin duda la fábrica ya conocía el sistema de primas, pero la empresa se esfuerza más profundamente por imponer una modulación de cada salario, en estados de perpetua metastabilidad que pasan por desafíos, concursos y coloquios extremadamente cómicos. Si los juegos televisados más idiotas tienen tanto éxito es porque expresan adecuadamente la situación de empresa. La fábrica constituía a los individuos en cuerpos, por la doble ventaja del patrón que vigilaba a cada elemento en la masa, y de los sindicatos que movilizaban una masa de resistencia; pero la empresa no cesa de introducir una rivalidad inexplicable como sana emulación, excelente motivación que opone a los individuos entre ellos y atraviesa a cada uno, dividiéndolo en sí mismo. El principio modular del "salario al mérito" no ha dejado de tentar a la propia educación nacional: en efecto, así como la empresa reemplaza a la fábrica, la formación permanente tiende a reemplazar a la escuela, y la evaluación continua al examen. Lo cual constituye el medio más seguro para librar la escuela a la empresa.

En las sociedades de disciplina siempre se estaba empezando de nuevo (de la escuela al cuartel, del cuartel a la fábrica), mientras que en las sociedades de control nunca se termina nada: la empresa, la formación, el servicio son los estados metastables y coexistentes de una misma modulación, como un deformador universal. Kafka, que se instalaba ya en la bisagra entre ambos tipos de sociedad, describió en El Proceso las formas jurídicas más temibles: el sobreseimiento aparente de las sociedades disciplinarias (entre dos encierros), la moratoria ilimitada de las sociedades de control (en variación continua), son dos modos de vida jurídica muy diferentes, y si nuestro derecho está dubitativo, en su propia crisis, es porque estamos dejando uno de ellos para entrar en el otro. Las sociedades disciplinarias tienen dos polos: la firma, que indica el individuo, y el número de matrícula, que indica su posición en una masa. Porque las disciplinas nunca vieron incompatibilidad entre ambos, y porque el poder es al mismo tiempo masificador e individualizador, es decir que constituye en cuerpo a aquellos sobre los que se ejerce, y moldea la individualidad de cada miembro del cuerpo (Foucault veía el origen de esa doble preocupación en el poder pastoral del sacerdote -el rebaño y cada uno de los animales- pero el poder civil se haría, a su vez, "pastor" laico, con otros medios). En las sociedades de control, por el contrario, lo esencial no es ya una firma ni un número, sino una cifra: la cifra es una contraseña, mientras que las sociedades disciplinarias son reglamentadas por consignas (tanto desde el punto de vista de la integración como desde el de la resistencia). El lenguaje numérico del control está hecho de cifras, que marcan el acceso a la información, o el rechazo. Ya no nos encontramos ante el par masa-individuo. Los individuos se han convertido en "dividuos", y las masas, en muestras, datos, mercados o bancos. Tal vez sea el dinero lo que mejor expresa la diferencia entre las dos sociedades, puesto que la disciplina siempre se remitió a monedas moldeadas que encerraban oro como número patrón, mientras que el control refiere a intercambios flotantes, modulaciones que hacen intervenir como cifra un porcentaje de diferentes monedas de muestra. El viejo topo monetario es el animal de los lugares de encierro, pero la serpiente es el de las sociedades de control. Hemos pasado de un animal a otro, del topo a la serpiente, en el régimen en el que vivimos, pero también en nuestra forma de vivir y en nuestras relaciones con los demás. El hombre de las disciplinas era un productor discontinuo de energía, pero el hombre del control es más bien ondulatorio, en órbita sobre un haz continuo. Por todas partes, el surf ha reemplazado a los viejos deportes.

Es fácil hacer corresponder a cada sociedad distintos tipos de máquinas, no porque las máquinas sean determinantes sino porque expresan las formas sociales capaces de crearlas y utilizarlas. Las viejas sociedades de soberanía manejaban máquinas simples, palancas, poleas, relojes; pero las sociedades disciplinarias recientes se equipaban con máquinas energéticas, con el peligro pasivo de la entropía y el peligro activo del sabotaje; las sociedades de control operan sobre máquinas de tercer tipo, máquinas informáticas y ordenadores cuyo peligro pasivo es el ruido y el activo la piratería o la introducción de virus. Es una evolución tecnológica pero, más profundamente aún, una mutación del capitalismo. Una mutación ya bien conocida, que puede resumirse así: el capitalismo del siglo XIX es de concentración, para la producción, y de propiedad. Erige pues la fábrica en lugar de encierro, siendo el capitalista el dueño de los medios de producción, pero también eventualmente propietario de otros lugares concebidos por analogía (la casa familiar del obrero, la escuela). En cuanto al mercado, es conquistado ya por especialización, ya por colonización, ya por baja de los costos de producción. Pero, en la situación actual, el capitalismo ya no se basa en la producción, que relega frecuentemente a la periferia del tercer mundo, incluso bajo las formas complejas del textil, la metalurgia o el petróleo. Es un capitalismo de superproducción. Ya no compra materias primas y vende productos terminados: compra productos terminados o monta piezas. Lo que quiere vender son servicios, y lo que quiere comprar son acciones. Ya no es un capitalismo para la producción, sino para el producto, es decir para la venta y para el mercado. Así, es esencialmente dispersivo, y la fábrica ha cedido su lugar a la empresa. La familia, la escuela, el ejército, la fábrica ya no son lugares analógicos distintos que convergen hacia un propietario, Estado o potencia privada, sino las figuras cifradas, deformables y transformables, de una misma empresa que sólo tiene administradores. Incluso el arte ha abandonado los lugares cerrados para entrar en los circuitos abiertos de la banca. Las conquistas de mercado se hacen por temas de control y no ya por formación de disciplina, por fijación de cotizaciones más aún que por baja de costos, por transformación del producto más que por especialización de producción. El servicio de venta se ha convertido en el centro o el "alma" de la empresa. Se nos enseña que las empresas tienen un alma, lo cual es sin duda la noticia más terrorífica del mundo. El marketing es ahora el instrumento del control social, y forma la raza impúdica de nuestros amos. El control es a corto plazo y de rotación rápida, pero también continuo e ilimitado, mientras que la disciplina era de larga duración, infinita y discontinua. El hombre ya no es el hombre encerrado, sino el hombre endeudado. Es cierto que el capitalismo ha guardado como constante la extrema miseria de tres cuartas partes de la humanidad: demasiado pobres para la deuda, demasiado numerosos para el encierro: el control no sólo tendrá que enfrentarse con la disipación de las fronteras, sino también con las explosiones de villas-miseria y guetos.


III. Programa

No es necesaria la ciencia ficción para concebir un mecanismo de control que señale a cada instante la posición de un elemento en un lugar abierto, animal en una reserva, hombre en una empresa (collar electrónico). Félix Guattari imaginaba una ciudad en la que cada uno podía salir de su departamento, su calle, su barrio, gracias a su tarjeta electrónica (dividual) que abría tal o cual barrera; pero también la tarjeta podía no ser aceptada tal día, o entre determinadas horas: lo que importa no es la barrera, sino el ordenador que señala la posición de cada uno, lícita o ilícita, y opera una modulación universal.

El estudio socio-técnico de los mecanismos de control, captados en su aurora, debería ser categorial y describir lo que está instalándose en vez de los espacios de encierro disciplinarios, cuya crisis todos anuncian. Puede ser que viejos medios, tomados de las sociedades de soberanía, vuelvan a la escena, pero con las adaptaciones necesarias. Lo que importa es que estamos al principio de algo. En el régimen de prisiones: la búsqueda de penas de "sustitución", al menos para la pequeña delincuencia, y la utilización de collares electrónicos que imponen al condenado la obligación de quedarse en su casa a determinadas horas. En el régimen de las escuelas: las formas de evaluación continua, y la acción de la formación permanente sobre la escuela, el abandono concomitante de toda investigación en la Universidad, la introducción de la "empresa" en todos los niveles de escolaridad. En el régimen de los hospitales: la nueva medicina "sin médico ni enfermo" que diferencia a los enfermos potenciales y las personas de riesgo, que no muestra, como se suele decir, un progreso hacia la individualización, sino que sustituye el cuerpo individual o numérico por la cifra de una materia "dividual" que debe ser controlada. En el régimen de la empresa: los nuevos tratamientos del dinero, los productos y los hombres, que ya no pasan por la vieja forma-fábrica. Son ejemplos bastante ligeros, pero que permitirían comprender mejor lo que se entiende por crisis de las instituciones, es decir la instalación progresiva y dispersa de un nuevo régimen de dominación. Una de las preguntas más importantes concierne a la ineptitud de los sindicatos: vinculados durante toda su historia a la lucha contra las disciplinas o en los lugares de encierro (¿podrán adaptarse o dejarán su lugar a nuevas formas de resistencia contra las sociedades de control?). ¿Podemos desde ya captar los esbozos de esas formas futuras, capaces de atacar las maravillas del marketing? Muchos jóvenes reclaman extrañamente ser "motivados", piden más cursos, más formación permanente: a ellos corresponde descubrir para qué se los usa, como sus mayores descubrieron no sin esfuerzo la finalidad de las disciplinas. Los anillos de una serpiente son aún más complicados que los agujeros de una topera} [gilles deleuze] | via [ar.groups.yahoo.com/group/esquizoanalisis].

livros de deleuze

{Coversaciones} e {Lógica del sentido}.

{Pensar y vivir de otro modo}

{El resentimiento, la repetición vacía, el sectarismo son las modalidades en que vivimos las esperanzas traicionadas por el movimiento obrero tradicional. No por ello renegamos de la historia de las luchas; es más, por el contrario, la exaltamos porque forma parte integrante de nuestras coordenadas men-tales y de nuestra sensibilidad. Aunque fuéramos enanos so-bre los hombros de los que fueron gigantes, queremos asumir tanto los frutos como los aspectos deplorables de su herencia. De todos modos, queremos ir más allá. Reanudándonos con las raíces humanas del comunismo, queremos volver a las fuentes de la esperanza, es decir, a un «ser para», a una intenciona-lidad colectiva, dirigida al hacer antes que a un «ser contra», estibado en los ritornelos impotentes del resentimiento.

Es en la historia real donde queremos explorar y experi-mentar la multitud de universos de lo posible que nos incitan por todas partes. ¡Que broten mil flores en el terreno que la destrucción capitalista pretende minar! ¡Que mil máquinas de vida, de arte, de solidaridad y de acción barran la arrogancia estúpida y esclerótica de las viejas organizaciones! Qué im-porta si el movimiento tropieza con su propia inmadurez, con su «espontaneismo» - al final su potencia de expresión se verá reforzada. Sin darse cuenta siquiera, y pese a la amplitud de los movimientos moleculares que le agitan, las líneas de cris-talización organizativa que se ponen en marcha se orientan en el sentido de las nuevas subjetividades colectivas.

«Que broten mil flores, mil máquinas de lucha y de vida» no es una consigna de organización y, mucho menos, una pré-dica de iluminado, sino una clave analítica de la nueva subje-tividad revolucionaria, un dato a partir del cual se podrán re-cobrar las características sociales y las dimensiones de singu-laridad del trabajo productivo. A través del análisis de lo real se recompondrán y se multiplicarán como instancia subversi-va e innovadora. El enemigo se ha encarnado en las formas actuales de mando social, mediante el aplastamiento de las diferencias, la imposición de la lógica reductiva del dominio. Poner de relieve la hegemonía de los procesos de singulariza-ción en el horizonte de la producción social constituye hoy la característica específica de la lucha política comunista.

El desarrollo, la defensa y la expresión de las subjetivida-des productivas mutantes, de las singularidades disidentes y de los nuevos agenciamientos proletarios se han convertido, de algún modo en la materia prima y la primera tarea del mo-vimiento. Esto podrá cobrar la forma de la lucha en el frente del Welfare, por la determinación de un rédito igualitario garantizado, contra la miseria en todas sus formas, por la defen-sa y la ampliación de los derechos de los alternativos, contra los mecanismos de división corporativa... Se retomará aquí, si se quiere, la tradición de las luchas contra la renta, salvo que ésta ya no sólo lo es del suelo, inmobiliaria y financiera, sino que se apoya, esencialmente, en la articulaciones del mando capitalista y se trata por tanto de renta política, de renta de posición en la jerarquía de los estratos corporativos. Las nue-vas componentes subjetivas de la producción y la revolución encontrarán su primer campo de intervención en este registro, que redefinirán de manera positiva como lucha de liberación contra la esclavitud corporativista y las estructuras reaccionarias de la producción y afirmación de los procesos de singula-ridad, como impulso esencial de la producción social.

Esta recomposición del movimiento revolucionario impli-ca, desde luego, inmensos esfuerzos de coraje, de paciencia, y sobre todo, de inteligencia. ¡Pero qué progreso, ya, en rela-ción a los períodos anteriores de lucha - incansable y a menu-do desesperada- de los primeros grupos conscientes de esta problemática, que sólo rara vez lograban abrir brechas en el ghetto sindical o en el monopolio político de los supuestos partidos obreros! También aquí, el tiempo de vida debe impo-nerse al tiempo de la producción. En esta encrucijada se plan-teará la segunda tarea del movimiento comunista revolucio-nario: la organización consciente de la fuerza de trabajo co-lectiva independientemente de las estructuras capitalistas y/o socialistas, dicho de otro modo, la organización de todo lo que atañe a la producción y la reproducción del modo de vida. En efecto, una cosa es revelar las nuevas fuerzas productivas so-ciales, y otra organizarlas desde fuera y contra las estructuras capitalistas y/o socialistas. El desarrollo de la ciencia y de las técnicas y su incorporación masiva en este programa de trans-formación son condiciones necesarias, pero no suficientes. No es concebible ninguna transformación si el conjunto del cam-po del trabajo productivo no se ve atravesado por grandes mo-vimientos de experimentación colectiva que rompan las con-cepciones relativas a la acumulación centrada en el beneficio capitalista. En esta dirección debe comprenderse la potencia de expansión de la fuerza colectiva de trabajo. De este modo, se establecerá un doble movimiento, que recuerda al del corazón humano, entre la diástole de la fuerza expansiva de la producción social y la sístole de la innovación y la reorganización radical de la jornada de trabajo. El movimiento del proletaria-do social y de las nuevas subjetividades colectivas debe asal-tar las empresas, tos envites relativos la legislación sobre el tiempo de la jornada de trabajo e imponer sus redefiniciones y su experimentación permanente. Deben imponer, no sólo una renovación de la producción, sino además modos innovadores de imaginar y estudiar la producción.
Pensar, vivir experimentar y combatir de otro modo: esta será la divisa de una clase obrera que ya no puede percibirse con «autosuficiencia» y que tiene todo que ganar en la renun-cia a sus mitos arrogantes de centralidad social. Apenas se haya acabado con ese género de mistificaciones, que, a fin de cuentas, no han hecho más que favorecer a las formaciones de poder capitalistas y/o socialistas, se descubrirá el alcance in-menso de las nuevas líneas de alianza que anudan "relevos" sociales multiformes y multivalentes en el seno de las fuerzas productivas de nuestros tiempos. Ya es hora de que la imagi-nación del comunismo se ponga a la altura de las olas transfor-madoras que están en condiciones de sumergir a las viejas «rea-lidades» dominantes.

Ahora, debemos introducir algunas consideraciones en tor-no a una primera «proposición diagramática» que integre la definición de las perspectivas propuestas hasta este momento. Es absolutamente obvio que todo intento de controlar, por parte del movimiento de las nuevas subjetividades, el tiempo de la jornada de trabajo, no sería sino ilusorio si no choca frontalmen-te con la red de mando dispuesta por el CMI.

Atacar esta red significa poner en cuestión la relación Este-Oeste, hacer que descarrile el mecanismo de integración entre las dos superpotencias que ha sobrecodificado, desde los años 70 hasta hoy, todas las relaciones internacionales. La ruptura de la relación de dominio establecida fatigosamente entre el capitalismo y el socialismo y la inversión radical de las alian-zas - en particular europeas- en la dirección del eje Norte-Sur, contra el eje Este-Oeste, constituyen una base esencial de la recomposición del proletariado intelectual y obrero en los países capitalistas avanzados. Una base de producción social que conquistará su independencia contra la opresión de la jerar-quía y el mando de las grandes potencias; una base que sólo tiene sentido si se apoya en la voluntad colectiva de crear flu-jos y estructuras alternativas a las relaciones Este-Oeste.

No somos partidarios atrasados del «tercermundismo», no tenemos la pretensión de transformarlo por la vía del «insurrec-cionalismo» tradicional; en esa medida, no creemos apenas en su capacidad independiente de desarrollo y de «rescate», al menos en el contexto capitalista actual. Ninguna revolución triunfante en los países desarrollados logró transformar de modo duradero las estructuras del Estado. ¡Es poco probable que las del Tercer Mundo lo consigan! No, antes conviene ten-der hacia la cooperación revolucionaria y la agregación de las fuerzas del proletariado intelectual y obrero del Norte con la masa inmensa del proletariado del Sur para desplegar esta tarea histórica. Todo esto puede parecer utópico, extravagante incluso, porque hoy nosotros, los obreros y los intelectuales de los países del Norte, somos esclavos de la política corpora-tiva, de las divisiones segmentarias, de la lógica del beneficio, de las operaciones de subdivisión y de exterminio, de la obse-sión por la guerra nuclear, tal y como se nos imponen y de las que nos hacemos cómplices. Nuestra liberación pasa por el alumbramiento de un proyecto y de una práctica que unifi-quen, en una misma voluntad revolucionaria, a las fuerzas in-telectuales y al proletariado del Norte y del Sur.

A medida que la conjunción de los procesos de singulari-dad avance en el proyecto de reinvención del comunismo, se planteará con mayor agudeza el problema del poder, que per-manece en el corazón del antagonismo entre las componentes proletarias y el Estado capitalista y/o socialista. El movimien-to obrero tradicional pensaba que podía responder a esta cues-tión de manera simple y radical con la conquista del poder estatal, y luego con la progresiva extinción de este último ¡Todo sería así de fácil! ¡Se opondría la destrucción a la des-trucción y el terror al terror! ¡Es inútil hacer comentarios hoy sobre el carácter ficticio y mistificador de esa dialéctica! ¡Es inútil subrayar lo escandaloso de la referencia de los partida-rios de semejante doctrina a la experiencia heroica de la «Co-muna de París»!

La tercera tarea fundamental del movimiento comunista revolucionario consiste en acabar con ese género de mistifica-ciones y en afirmar la separación radical del movimiento no sólo del Estado con el que se enfrenta directamente, sino, más fundamentalmente, con el modelo mismo del Estado capita-lista y de todos sus sucedáneos, ersatz, formas derivadas y funciones ramificadas en todos los mecanismos del socius, a todos los niveles de la subjetividad. A las luchas sobre el Welfare, contra la organización del trabajo productivo y el tiempo de trabajo social, a las iniciativas comunitarias en este terreno se añade entonces el cuestionamiento radical del Esta-do, como clave modeladora de las diversas figuras de la opre-sión, como máquina de sobredeterminación de las relaciones sociales, para reducirlas, subdividirías, someterlas radicalmente bajo la amenaza de sus fuerzas de muerte y destrucción.

Este problema nos lleva a formular una segunda proposi-ción diagramática del comunismo y la liberación. Atañe a la urgencia de una reterritorialización de la praxis política. Enfrentarse al Estado, hoy, significa luchar contra esa figura par-ticular de Estado totalmente integrada en el CMI. A partir de Yalta, las relaciones políticas se han vaciado cada vez más de legitimidad territorial, han ido a la deriva hacia niveles imposibles de aferrar. El comunismo representa la destrucción tenden-cial de mecanismos que hacen del dinero y de los demás equi-valentes abstractos los únicos territorios del hombre. Esto no implica en absoluto una nostalgia de las «tierras natales», el sueño de un retorno a las civilizaciones primitivas o al su-puesto comunismo del «buen salvaje». ¡No se trata de volver a cuestionar los niveles de abstracción que los procesos desterritorializados de producción han hecho conquistar al hombre!

Lo que el comunismo contesta es el tipo de reterritorializa-ción conservadora, degradante, opresiva, impuesta por el Es-tado capitalista y/o socialista, con sus funciones administrati-vas, sus órganos institucionales, sus equipamientos colectivos de normalización y subdivisión, sus média, etc. La reterritorialización operada por la praxis comunista es de naturaleza total-mente distinta; no pretende volver a un punto de partida natu-ral y universal; no es una revolución circular; permite «despe-gar» de las realidades y de los significados dominantes, crean-do condiciones que permitan a los hombres «construir su te-rritorio», conquistar su destino, individual y colectivo, dentro de los flujos más desterritorializados.

(Desde este punto de vista se distinguirán muy concreta-mente: los movimientos de reterritorialización nacional, Vas-cos, Palestinos, Kurdos..., que asumen, hasta cierto punto, los grandes flujos desterritorializados de las luchas del Tercer Mundo y de los proletariados inmigrantes, y los movimientos de reterritorialización nacionalista reaccionaria.)

Nuestro problema es reconquistar espacios comunitarios de libertad, de diálogo y de deseo. Muchos de ellos comienzan a proliferar por diversos países de Europa. Pero se trata de cons-truir, contra las pseudo reterritorializaciones del CMI (ej. : la «descentralización» en Francia, o la Europa de los Diez1) un formidable movimiento de reterritorialización de los cuerpos y los espíritus: Ea ropa debe reinventarse como reterritorializa-ción de la política y como base de la inversión de las alianzas sobre el eje Norte-Sur.

La tercera tarea del movimiento comunista revolucionario es también, por tanto, desarticular y desmantelar las funcio-nes represivas del Estado y de sus cuerpos especiales. Es el único terreno en el que los nuevos sujetos colectivos se cruzan con las iniciativas del Estado y únicamente en la medida en que este último envía a sus «caballeros teutones» a las tierras liberadas por los agenciamientos revolucionarios. ¡Cuánta fuer-za de amor y de humor habrá que poner aquí en acción para que estas no se abolan, como de costumbre, en la imagen lu-nar, mortalmente abstracta y simbólica, de su adversario capi-talista! La represión es antes que nada desarraigo y perversión de lo singular. Se trata de combatirla en el terreno de las relaciones de fuerza localizables en lo real; se trata además de deshacerse de ella en los registros de la inteligencia, la imaginación, la sensibilidad y la felicidad colectivas. Se trata de extraer de todas partes, incluso de sí mismos, las potencias de implosión y desesperación que vacían de su sustancia a lo real y a la historia.

¡Que el Estado, por su parte, viva el resto de su vida en el aislamiento y el cerco que le reserva una sociedad civil reconstruida! Pero, si da muestras de salir de su «reserva» y de reconquistar nuestros espacios de libertad, entonces respon-deremos sumergiéndolo con un nuevo género de movilización general, de alianzas subversivas multiformes Y esto hasta que reviente ahogado en su furor.

La cuarta tarea Aquí volvemos, y era inevitable a la lucha antinuclear y a la lucha por la paz Solo ahora sobre un paradigma que pone de manifiesto las implicaciones catastróficas de la posición de la ciencia en relación al Estado posición que presupone una disociación entre la «legitimidad» del poder y la finalidad de la paz.

¡Qué siniestra burla, de verdad, la de los Estados que acu-mulan millares de cabezas nucleares en nombre de su respon-sabilidad de garantizar la paz y el orden internacional Cuan-do es evidente que esta acumulación no podría garantizar otra cosa que la destrucción y la muerte. Pero esta última legitima-ción «ética» del Estado, a la que la reacción se aferra como a un bastión, está, además, derrumbándose, y no sólo en el plano teórico, sino en la consciencia de los que saben o presien-ten que la producción colectiva, la libertad y la paz son, en su movimiento, esencialmente irreductibles al poder.

Impedir la catástrofe que el Estado trae consigo, dejando claro hasta qué punto le es esencial. Sigue siendo cierto que «el capitalismo trae la guerra como las nubes la tormenta». Pero, a diferencia con el pasado, con otros medios y en un horizonte de horror que escapa toda posible imaginación, la
perspectiva del holocausto final se ha convertido, en efecto, en una base a partir de la cual se despliega la verdadera guerra civil mundial, conducida por el poder capitalista y constituida por mil guerras permanentes, purulentas, pulverizadas, contra las luchas de emancipación social y las revoluciones molecu-lares. Sin embargo, en este campo, como en ningún otro, nada es fatal. Las victorias y las derrotas de las nuevas líneas de alianza del movimiento no están inscritas en ningún caso en una causalidad mecanicista o una supuesta dialéctica históri-ca. Está todo por rehacer, hay que retomarlo todo constantemente. ¡Y está bien que así sea! El Estado no es más que un monstruo frío, un vampiro de agonía interminable que sólo saca su vitalidad de los que se abandonan a sus simulacros.

En el 68 nadie podía imaginar que la guerra se convertiría tan rápidamente en una horizonte tan cercano e invasor. Hoy, la guerra ya no es sólo una perspectiva: se ha convertido en el marco permanente de nuestra vida.

La tercera guerra mundial imperialista ya ha comenzado. Una guerra que dura sin duda treinta años, que, precisamente como la Dreissigjahre Krieg, ya nadie puede reconocer, aun-que se haya convertido en el pan cotidiano de las primeras páginas de la prensa. Este es el resultado de la reestructura-ción capitalista y de sus furiosos asaltos contra los proletaria-dos planetarios. La tercera proposición diagramática del co-munismo y la liberación consiste en la toma de consciencia de esta situación y en la asunción de la problemática de la paz como base fundamental de los procesos de inversión de las alianzas sobre el eje Norte-Sur. ¡Hoy menos que nunca la paz es una consigna vacía; una fórmula de «alma bella», una ins-piración vaga!

La paz es el alfa y omega del programa de la revolución. La angustia de la guerra se nos mete dentro, corrompe nues-tros días y nuestras noches.

¡Hay tanta gente que se refugia en la política del avestruz! Pero también esa inconsciencia genera angustia. El comunis-mo arrancará a los hombres y a las mujeres a la bestialidad programada del CMI y les pondrá frente a la realidad de esa violencia y esa muerte, que la especie humana puede vencer si
logra conjugar sus potencialidades singulares de amor y ra-zón.
Y, finalmente, a estas líneas de alianza de los agenciamien-tos productivos y de las subjetividades colectivas liberadas deberá añadirse una quinta dimensión de la que ya hemos hablado ampliamente -, la de la organización. Ya es hora de pasar de la resistencia dispersa a la constitución de frentes de lucha determinados y de máquinas de lucha que, para ser efi-caces, no perderán nada de su riqueza, de su complejidad, de la multivalencia de deseos que las guían. Nos toca a nosotros trabajar por esa transición.

Resumiendo: cinco tareas aguardan a los movimientos fu-turos: la redefinición concreta del régimen salarial; la asun-ción del control y la liberación del tiempo de la jornada de trabajo; una lucha permanente contra las funciones represivas del Estado; la construcción de la paz y la organización de má-quinas de lucha capaces de asumir estas tareas.

Estas tres tareas están «diagramatizadas» por tres propo-siciones: contribuir a la reorientación de las líneas de alianza del proletariado según el eje Norte-Sur; conquistar e inventar nuevos territorios de deseo y de acción política, radicalmente desmarcados del Estado y el CMI; luchar contra la guerra y trabajar por la construcción del movimiento revolucionario del proletariado por la paz.

Aún estamos lejos de haber salido de la tormenta, todo hace pensar que el final de los «años de plomo» estará jalonado aún por duras pruebas; pero con lucidez, sin ningún mesianis-mo, proyectamos la reconstrucción de un movimiento revolu-cionario y de liberación más eficaz, más inteligente, más hu-mano, más sonriente que nunca.

Roma, prisión de Rebibbia/París, 1983-84} [tony negri/felix guattari] | via [ar.groups.yahoo.com/group/esquizoanalisis].

roland barthes

{A linguagem é uma pele: esfrego minha linguagem no outro. É como se eu tivesse palavras em vez de dedos, ou dedos na ponta das palavras. Minha linguagem treme de desejo. A emoção de um duplo contato: de um lado, toda uma atividade do discurso vem, discretamente, indiretamente, colocar em evidência um significado único que é "eu te desejo", e liberá-lo, alimentá-lo, ramificá-lo, fazê-lo explodir (a linguagem goza de se tocar a si mesma); por outro lado, envolvo o outro nas minhas palavras, eu o acaricio, o roço, prolongo esse roçar, me esforço em fazer durar o comentário...} | via borbolet@.

{Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro}

[www.bibvirt.futuro.usp.br].

{O Corujão – Escola Livre de Filosofia}

A partir do segundo semestre deste ano o grupo de
trabalho em Filosofia, Ensino e Extensão, vinculado ao
Centro Acadêmico de Filosofia da Unicamp, promoverá o
primeiro de uma série de cursos noturnos de Filosofia.

As aulas semanais, com duração de duas horas, serão
ministradas no Instituto de Filosofia e Ciências
Humanas – IFCH - da Unicamp. Dois cursos de
Introdução serão oferecidos nos meses de agosto e
setembro, ambos com duração de um mês (10h).

Para participar dos cursos basta inscrever-se
pessoalmente na sede do CAFIL – Centro Acadêmico de
Filosofia (localizado no IFCH), entre os dias 29 de
junho e 09 de julho, das 19 às 21 h., portando um
documento e duas fotos 3x4. Todos os cursos serão
gratuitos e terão de um a três meses de duração, a
programação de cursos oferecidos no semestre será
sempre divulgada no endereço eletrônico do CAFIL e nos
murais do Corujão.

Os cursos serão preparados e ministrados por
estudantes e pesquisadores da Unicamp, buscando tornar
acessíveis alguns temas da Filosofia ao público comum,
não especializado na área.

O projeto tem por horizonte a atuação possibilitada
pelas reflexões próprias da Filosofia e de suas
disciplinas. Linguagem, conteúdo e forma dos cursos
consistirão num importante laboratório de pensamento e
de práticas didáticas, uma vez que as salas serão
constituídas por um público heterogêneo: alunos e
funcionários da Unicamp (50%), e por pessoas não
vinculadas com a Unicamp, estudantes (25%) ou não
estudantes (25%), pois bastará saber ler e escrever
para participar, não sendo exigido nenhum grau de
escolaridade.

O primeiro curso tem 40 vagas a serem preenchidas por
ordem de inscrição.

A proposta é de livre iniciativa dos estudantes de
Filosofia e conta com o apoio do Departamento de
Filosofia. Os alunos receberão certificados e o
material dos cursos será periodicamente publicado.

Já estão sendo preparados, ainda durante o segundo
semestre de 2004, cursos sobre Platão, Marx, Deleuze e
Hannah Arendt, entre outros.

Para maiores informações entrar em contato com :

Rogério Basali -
mail : rogeriobasali@uol.com.br ou
pensamentonomade@uol.com.br
fone: 19- 3287-9132

ou

Centro Acadêmico de Filosofia da UNICAMP
Fone: 19- 3788-1590}.

anarko-blog5?

estavamos lendo sobre cretiniSSes partidarias [USA e blogs] e especulando sobre como esses blogs libertários podem se manifestar >> agregar potencia politica >> fusionar federacoes hiperlincadas de interferencia? | parte do escorpo aq nesses c!b0rg5 pretende dar samplers para blogs embrionarios fortificarem seu {DNA} para o raQ do capital.

peter j. bentley

{Imagine a future world where computers can create universes - digital environments made from binary ones and zeros. Imagine that within these universes there exist biological forms that reproduce, grow and think. Imagine plant-like forms, ant colonies, immune systems and brains, all adapting, evolving and getting better at solving problems. Imagine if our computers became greenhouses for a new kind of nature. Just think what digital biology could do for us. Perhaps it could evolve new designs for us, think up ways to detect fraud using digital neurons, or solve scheduling problems with ants. Perhaps it could detect hackers with immune systems or create music from the patterns of growth of digital seashells. Perhaps it would allow our computers to become creative and inventive} [+].

resposta de sergio amadeu a M$

{Em atenção às demandas da imprensa nacional e internacional, que se solidariza com o Governo Brasileiro nesse momento sem precedentes na história, em que o dirigente de uma importante instituição pública deste País sofre pessoalmente a ação daqueles interessados em manter um modelo hegemônico, venho, após ouvir meus advogados e procuradores federais, dizer que a provocação judicial movida contra minha pessoa é, por si só, tão inusitada e descabida, que não merece resposta.

Por outro lado, gostaria de registrar que a contratação de software preservando os valores liberdade e abertura é, para o Governo Brasileiro, uma questão ligada de forma indissolúvel ao princípio democrático. E porque se percorreu um longo e doloroso caminho para chegar ao estágio atual de desenvolvimento da democracia neste País, não arrefeceremos em nossa luta.

Se democracia é um valor repleto de ideologia, não é jamais um valor insignificante. Se democracia é um sonho, é um sonho do qual este País jamais acordará novamente.

O futuro é livre}.

traducoes do filoCom

[www.eca.usp.br/nucleos/filocom/traducoes.html].

mikhail bakunin

{Minha liberdade pessoal assim confirmada pela liberdade de todos se estende ao infinito}.

+ hypervoid

{plural majestático?} eh legal. vamos samplear tb :) noh5 eh pra ser plural. esses ciborgs, sem q nenhum seja referencia, falam ao mesmo tempo. ou em varios tempos. quando falamos q somos txt, eh hiperlincado, e nao pode ser unico. uno eh uma essencia universal q nohs nao acreditamos. nao existe ciborg. sao sempre ciborgs, plural >>> por isso noh5. EX: paolo, P4010 e outros... tb sao noh5 | {como assim, a gramática não dita o texto? A gramática sempre será uma referência. Você pode obedecê-la ou subvertê-la, mas, de algum modo, irá sempre se referir a ela, como modelo ou antimodelo}. acreditamos q a gramatica nao eh modelo. libertar-se da gramatica eh o salto poetico q os ciborgs necessitam para [re]mixar coisas, quebrar limites racionais, como os q diferem literatura e linguagens de programacao. pra noh5 nao exite essa dicotomia cartesiana de modelo/nao modelo. a gramatica tem de entrar no fluxo como outro sampler qualquer | {Mas não me parece legal misturar autor e obra a esse ponto. Tem gente que mistura}. pra nh05 nao eh possivel essa quebra. como dissemos acima, estah tudo nessa putaria de vida. por 4e... | {Literatura é arte, não é vidinha}. parece-nos 1a contradicao. arte eh vida. literatura eh vida. o problema do seu exemplo eh ate aonde sua arte-vida tem potencia pra hackear. brincar de subverter o sistema. criar novos encontros... | {um texto nunca é passivo. Por mais caretinha que seja, um texto sempre será uma coisa viva. Quanto à dominação pelo capital e pelo mercado, to late, my friend. Já fomos dominados, porque pagamos imposto, vemos Kill Bill no cinema, comemos McDonald's e vestimos calças jeans, só pra citar alguns entre cinqüenta milhões de exemplos}. esse eh 1 exemplo de txt passivo. a maquina do capital pode, e deve ser, subvertida. concordamos com vc quando a dominacao, + nao pela manutencao dela. podemos subverte-lo, sim. agora. teXtando as bordas, passando dos limites, desistindo da razao | {todos nós somos cúmplices da grande engrenagem}. so sao cumplices os txts q nao hackeia. q nao querem ser livres. q sentam e deixam ficar {flácidas as barrigas} [nietszche].

na lista do hypervoid

fala max, fmx? | quando vc fala {A única objeção que ainda se poderia levantar à literatura veiculada em blogs é que eles não possuem qualquer tipo de, a falta de expressão melhor, de controle de qualidade}, parece 1a questao bem geral. principalmente viculado ao tema blog/literatura. nao concordamos quanto ao ponto qualidade. a gramatica nao dita o txt. nh05 fazemos ele. se nao estamos satisfeitos com virgulas, pontos, paragrafos, concordancias etc. interferimos e mudamos. pensar o blog como catapulta para o mercado editorial eh limitar a potencia da ferramenta. para ir alem, nh05 pensamos q pensar o blog como ferramenta ja limita sua potencia. blogs tem haver com questoes de identidade. somos txts. somos esse blogs. achamos q o problema esta em nao perceber q real e virtual; sujeito e objeto; vc e seu blog sao coisas separadas. tudo esta misturado numa coisa em movimento. 4e q fica foda, pq temos pensar sem quebrar em partes opostas... ate onde vai sua literatura, seu txt >>> e comeca VC? | {Charles Darwin também entendia de internet}, achamos q nao tb. essa teorias evolucionistas, q incluem dawkins e seus memes, tem 1a passividade assombrosa. sao didaticas pra quebrar com a questao do sujeito [somos um amontoado de samplers, recombinados, sem alma...], + e depois? a memetica nao eh critica. se somos um monte de coisas tentando sobreviver, como se faz isso? a memetica acaba 4i. achamos q a resposta esta na interferencia. se somos txts passivos: o mercado editorial nos domina; o capital nos domina; a essencia nos domina tb. esse blog5 sao nosso tentaculos. esse blogs sao nosso SUPER_PODER pra manipular esse mundo de coisa misturadas em fluxo | eh agora. nao eh futurismo para amanha...

bolo-bolo

{life in a world without money}.

mArCelo benvenuTTI

{Falar em restaurar a democracia no Iraque é, óbvio, uma mentira tão grande quanto falar em restaurar a democracia na China. Nenhum dos dois países teve qualquer sistema político parecido com democracia durante sua história. Talvez, mesmo, a democracia que tanto apregoam os hipócritas de plantão nunca tenha realmente existido, eu acredito que nunca existiu mesmo. A palavra, ou o conceito utópico, democracia é estuprada todos os dias quando sai da boca de políticos, economistas, comentaristas, analistas, jornalistas e, mesmo, ou principalmente, cronistas. Querem ver?

Na China de hoje, aquela que vai aos poucos, desde a década de 1970 mais precisamente, com a eliminação da gangue dos quatro e outras revisões parecidas com as que a União Soviética fez na década de 1950, só que mais silenciosas pois os chineses são mais espertos, se transformando em uma ditadura capitalista e destruidora dos direitos individuais, coisa que duvido muitos os pobres chineses conhecerem, assim como os pobres de qualquer lugar do mundo, não existe oposição. Uma das última decisões do governo chinês foi a de fechar todos os cybercafés do país. A desculpa, esfarrapada, é que os jovens que ficam jogando pela Internet estão sofrendo sérios danos em suas saúdes mentais. A verdade é que os, poucos, movimentos oposicionistas, resumidos a manifestações individuais dos dissidentes sobreviventes, têm como uma das últimas alternativas divulgar a realidade chinesa para o estrangeiro através da Internet. Um desses métodos é se utilizar da Internet por meio de cybercafés onde o anonimato pode ser mais manipulável. A China, tem que ser dito com todas as letras, é uma ditadura suja. Imunda. Enorme. Quem enxerga só o desenvolvimento econômico, o crescimento acelerado do PIB chinês e outras numeramas econômicas participa da mentira que se estabeleceu no jornalismo econômico do mundo inteiro. No caso da soja gaúcha a China se utiliza daquilo que ela vai cada vez mais se utilizar nas próximas décadas. A imposição econômica pelo desejo de lucros do resto do mundo em um mercado crescente, controlado, de cerca de um sexto da população mundial. Quem manda no mundo é o dinheiro e a ganância. Todos nós sabemos, conscientes ou não, dessa verdade, mas sempre vale continuar repetindo. Permitam-me ser um Goebbels do bem.

A tão amada democracia da America que nunca existiu no Iraque, vai continuar não existindo na China. Mesmo que o senhor Michael Moore ganhe prêmios e prêmios com suas denúncias, muito mais turbinadas pelos desejos dos norte-americanos manterem suas liberdades políticas e econômicas internas do que de supostamente criar um caldo cultural contrário ao capitalismo, não se iludam, a China continuará impassível em seu crescente domínio sobre os assuntos de política internacional. Michael Moore acerta na polêmica de suas denúncias mas não deixa de carregar um certo ranço americanista subentendido. Quando entrevista e constrange o presidente da Nike ele deixa-se enganar. Pergunta ao mesmo porque em vez de explorar trabalhadores subnutridos no Oriente ele não instala a fábrica numa cidade norte-americana cheia de mão-de-obra ociosa. A pergunta certa, pensem bem, seria: Porque não dar aos trabalhadores orientais os mesmos direitos de um trabalhador médio norte-americano? Senhor presidente da Nike. Invista em suas fábricas em países subdesenvolvidos. Não! O polêmico diretor prefere reclamar dos direitos dos trabalhadores desempregados norte-americanos. É uma realidade e uma disputa interna dos EUA. Nós, subdesenvolvidos, emergentes, subemergentes, afogados, não estamos sendo defendidos em nada. Não! Podem dizer que aqui se prega a paranóia delirante. Mas não! O que se deve defender é o direito individual de cada trabalhador em qualquer lugar do mundo independente de religião, de ideologia, de cor da pele e, principalmente, de nacionalidade. Não me considero, e não sou, marxista, mas acabo parecendo um quando penso e escrevo, porque é impossível não enxergarmos que enquanto existir alguém sendo explorado em qualquer lugar do mundo, não existe liberdade. Não existe justiça. Logo, o senhor Michael "polêmico" Moore não passa de um empulhador. De um marqueteiro. Porque trata da superfície das crises. Não é o fim da venda de armas que vai diminuir a violência. Não é a arma que mata. Nem a mão que aperta o gatilho. É a mente individual de cada um de nós construída dentro de um pensamento coletivo inconsciente de exploração econômica, de injustiças políticas e de massacre social. Antes que me transforme em algo parecido com um comunista metafísico, que talvez seja algo parecido com o que já foi deturpado milhares de vezes, inclusive pelo senhor Mel "Mad Max" Gibson, um cristianismo primitivo, vou continuar pensando e escrevendo assim. Talvez não pratique ou viva assim, afinal, sou humano e limitado e tenho meus defeitos individuais operantes, mas que tenho o dever e o direito de me expressar contra essa enganação pública, isso eu tenho.

A censura e a ditadura econômicas são as piores injustiças do mundo contemporâneo. O político e o social vem de cabresto nessa história toda. Logo, o Iraque deve ser democratizado porque a ditadura de lá já não interessava mais aos interesses econômicos das grandes corporações mundiais. A ditadura do Paquistão, da Indonésia e da China devem ser respeitadas. Os votos achados nas lixeiras da Florida devem ser respeitados. As fotos sorridentes da soldado Sabrina ao lado dos cadáveres dos inimigos devem ser enaltecidas. A cerveja do churrasco do Lula e o uisquinho do fim de noite pra dar aquela aliviada na tensão do presidente são muito mais importantes. Não que considere o governo Lula um bom governo. Estão fazendo uma cagada atrás da outra. Mas só porque o Lula não flana por Paris com a mesma desenvoltura elegante do nosso ex-presidente galã não vamos sair berrando como o rico que enche o cu de uísque e cocaína e chama de corno bêbado o operário desgraçado que bebe umazinha depois de pegar duas conduções e chega em casa e encontra a mulher dando a Virgem Maria pro pastor evangélico em troca de uma cadeira no mundo dos ricos. Nunca se comprou tanta boleta antidepressiva no mundo e os falastrões de plantão vêm falar mal da cerveja que nos alimenta desde os tempos dos faraós! Claro que álcool em excesso faz mal. Tudo em excesso faz mal, cara-pálida. Até mentir em excesso deve fazer mal. Mas é muito mais politicamente correto comer verduras e pregar o fim da carne quando até minha vó mortinha da silva sabe que carne é produto econômico do terceiro mundo. País rico faz carne em laboratório. Mas daí vem alguém me falar no sofrimento do boi na hora da morte. Não! Venha me falar no sofrimento da criança subnutrida que toma caldo de isopor com papelão! Mas é óbvio que é melhor alimentar a indústria idiota de Freud e encher o rabo de Inibex, Lexotan e Valium. Tudo é válido desde que venha em boletas. Quem sabe, Lula, você comece a tomar cerveja em pílulas. Talvez o Michael Moore te defenda em mais um polêmico documentário filmado nas muralhas da China ao lado dos corpos perfurados de balas dos disidentes políticos. Convide a soldado Sabrina, Mick. Ganharás o bi em Cannes ano que vem. Eu, na minha humilde individualidade, vou dar uma de presidente no bar mais próximo. Até mais!} | via [palavrascruzadas.blogspot.com].

gilles deleuze

{Acreditar no mundo é o que mais nos falta; nós perdemos completamente o mundo, nos desapossaram dele. Acreditar no mundo significa principalmente suscitar acontecimentos, mesmo que pequeno, que escapem ao controle, ou engendrar novos espaços–tempos, mesmo de superfície ou volume reduzidos. É ao nível de cada tentativa que se avaliam a capacidade de resistência ou, ao contrário, a submissão a um controle}.

timeline das linguagens de programacao

[www.oreilly.com].

exo-esqueletos

[www.i4u.com] + [www.technologyreview.com] | via [www.engadget.com].

o q eh anarquismo?

[/projetoperiferia2/].

infoshop.org

{Anarquia e anarquismo na Rede? O Mid-Atlantic Infoshop tem muita informação de interesse para os anarquistas, anti-autoritarios e outros ativistas. Ponha um pouco de anarquia em sua vida e saiba porque os anarquistas estão tentando criar uma sociedade anarquista. Este é um pequeno esforço cooperativo. Se seu projeto deseja participar ou contribuir com algum material, contate-nos!}.

manoel de barros

{A maior riqueza do homem é a sua incompletude.

Nesse ponto sou abastado.

Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.

Não aguento ser apenas um sujeito que abre as portas, que puxa as válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc.

Perdoai.

Mas eu preciso ser Outros.

Eu penso renovar o homem usando borboletas}.

robotics trends

[www.roboticstrends.com].

darkrobot

{Our mission is to search the web for robot-related quality literature, interesting and newly launched products, and to provide a one-stop mall for the robotics community as well as for the beginning robotics enthusiast and hobbyist}.

survival research labs

{Producing the most dangerous shows on earth}.

robert anton wilson

[www.deepleafproductions.com/wilsonlibrary] | via [mblog.com/hyperpop].

critical art ensemble

[www.critical-art.net].

automates - anciens

{This website is a tribute to the talented European watchmakers and technicians, who, through the 18th and 19th centuries, tried to discover the secrets of life by giving birth to extraordinary creatures of great mechanical complexity: automatons and androids created by Vaucanson and the Jaquet-Droz family, talking heads created by Abbot Mical, the fake automaton and the talking machine by the Baron von Kempelen, clock automatons by the Maillardet brothers, writer automaton by Von Knauss, android automaton by Kintzing, tricked automatons by Robert-Houdin, "pygmy" automaton by Stèvenard...}.

cours vincennes [br] - deleuze + spinoza

[www.webdeleuze.com/php/texte.php?cle=194&groupe=Spinoza&langue=5].

abaixo assinado | sergio amadeu

{Foi lançado um abaixo-assinado eletrônico da campanha "O Brasil Tem Direito de Decidir"}.

artbots

{ArtBots is an international art exhibition for robotic art and art-making robots. Each year we publish an open call for submissions, inviting artists from around the world to send us information about their work. No firm rules exist on the types of work that can participate; if you think it's a robot and you think it's art, we encourage you to submit. The final list of participants is a mix of works selected from the open call submissions and additional artists invited by the ArtBots curators}.

campanha em solidariedade a sergio amadeu

{Era só o que faltava. O desespero começa a tomar conta da galera montada nos dólares microsoftianos, e o ataque vai direto na pessoa de Sérgio Amadeu, diretor-presidente do ITI. O "Pedido de Explicações" apresentado pela monopolista na 3.ª Vara Judicial de Barueri (SP), tendo como base a Lei de Imprensa, se deve a declarações de Amadeu contidas em entrevista à revista Carta Capital - onde afirmou que a empresa reproduz "prática de traficante" ao oferecer software grátis a governos para projetos de inclusão digital} | via [ecodigital.blogspot.com].

emocao art.ificial 2.0

{O Itaú Cultural apresenta a segunda edição do evento internacional Emoção Art.ficial, composto de exposição e simpósio. Concebida pelo Laboratório de Mídias Interativas do Instituto, Itaulab, esta ação mostra ao público tradições e novidades do mundo da arte tecnológica.

Concebido como uma bienal que reúne representações de várias nacionalidades, o evento reforça, nesta edição, seu caráter de caixa de ressonância, no dizer dos curadores Arlindo Machado e Gilbertto Prado, de experiências e pensamentos sobre o mundo da arte e da tecnologia.

As cerca de 30 obras – entre instalações, CDs, DVDs e sites – reunidas segundo o tema Divergências Tecnológicas, questionam o uso político da tecnologia, sua crescente presença na vida cotidiana e impacto na sociedade, principalmente em países marcados por diferenças sociais. O tema, sugerido pelo consultor do evento, o crítico e artista australiano Jeffrey Shaw, segue na contramão do discurso artístico hegemônico.

As obras estabelecem uma crítica ao pensamento que glorifica a tecnologia como uma panacéia para todos os males do mundo moderno. Discutem também a formação de uma elite tecnológica excludente, que legaria os benefícios tecnológicos a um grupo restrito de privilegiados. A arte surge, neste cenário, como um possível contraponto a uma nova tecnocracia globalizada} | [+info].

genocidio de blog5

{De uma hora para a outra, no último domingo, Dave Winer desativou o Weblogs.com, deixando um grande número de blogueiros sem saber o que fazer. Winer alega motivos pessoais, mas para muita gente isso não basta}.

robotica na educacao

{Entrevista con Boris Sánchez Molano, quien nos cuenta cómo se inició el Club de Robótica en INSA, qué Robots utiliza, cuáles son los requisitos de participación, los objetivos de aprendizaje que persigue, el enfoque de enseñanza que utiliza y los proyectos que lleva a cabo}.

{La Escritura con Weblogs}

{A partir de la guerra en Irak, el fenómeno de los “Weblogs” ha crecido con una velocidad sorprendente. Este artículo presenta qué son los “Weblogs”, ofrece recomendaciones para su creación y posterior uso, y expone una serie de motivos por los cuales los docentes deberían utilizarlos con el fin de encaminar a sus estudiantes en la escritura, ofreciéndoles espacios auténticos y retadores para hacerlo}.

{Weblog networks as social ecosystems}

[blog.mathemagenic.com/2004/06/10.html#a1235].

deleuze + spinoza + negri

[geocities.yahoo.com.br/guaikuru0003/].

jorge luis borges

{E quando o fato de que a poesia, a linguagem, não era somente um meio de comunicação, mas também podia ser uma paixão e um prazer - quando isso me foi revelado, não acho que tenha compreendido as palavras, mas senti que algo acontecia comigo. Acontecia não com meu simples intelecto, mas com todo o meu ser, minha carne e meu sangue}{Esse ofício do verso. Tradução de José Marcos Marcedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p.14}.

robo5 na escola

{Com blocos de montar, os estudantes criam máquinas. No micro, programam seus movimentos. É a robótica pedagógica, novidade que diverte e movimenta as aulas de qualquer disciplina}.

capas invisiveis

{The University of Tokyo has developed the illusion of invisibility, under the name of 'Optical Camouflage.' The system is remarkably simple - you have a mix of light-sensitive and light-emitting devices attached to an adapted reflective surface. The devices are hooked to a computer, which simply projects on each side whatever is on the opposite side. The result is more of a translucent look, than real invisibility, but the potential is there. The inventer's next objective is to make walls that are invisible, using the same technology. Project a real outside image onto an interior wall without windows. This almost sounds more frightening than the cloak, since there's no reason why the sensors would have to be placed outside. Imagine a world where PHBs can turn their office wall into a window onto any cube. Zero privacy. The technology is great, but the potential for abuse is definitely there}.

{Monstros, ciborgues e clones: os fantasmas da Pedagogia Crítica}

{“Senhoras e senhores, lamentamos informar que o sujeito da educação já não é mais o mesmo”. Este parece ser o anúncio mais importante da teoria cultural e social recente. O sujeito racional, crítico, consciente, emancipado ou libertado da teoria educacional crítica entrou em crise profunda.

O questionamento do sujeito centrado, unificado e homogêneo da tradição humanista abala as bases mesmas da chamada “pedagogia crítica”. A persistente consigna que tem estado no centro de todas as vertentes dessa pedagogia pode ser sintetizada na fórmula “formar a consciência crítica”. Pode-se variar a fórmula, substituindo o verbo por “produzir”, “educar”, “desenvolver”; o substantivo por “cidadão”, “pessoa”, “homem”, “sujeito”, “indivíduo” e o adjetivo por “consciente”, “reflexivo”, “participante”, “informado”, “integral”, entre tantas outras possibilidades. O pressuposto é, entretanto, sempre o mesmo: que existe algo como um núcleo essencial de subjetividade que pode ser pedagogicamente manipulado para fazer surgir o seu avatar crítico na figura do sujeito que vê a si próprio e à sociedade de forma inquestionavelmente transparente, adquirindo, no processo, a capacidade de contribuir para transformá-la. O sujeito crítico da pedagogia crítica é a réplica perfeita do sociólogo crítico da educação que, de sua posição soberana – livre dos constrangimentos que produzem a turvada compreensão da sociedade que têm os indivíduos comuns –, vê a sociedade como se vê um mecanismo de relógio, tornando-se apto, assim, a consertá-la.

Esta rica e querida fórmula já não nos parece tão tranquila. Poucos acreditam, hoje, numa visão transparente da sociedade, a qual, para começar, supõe uma concepção da sociedade como única e unificada. Além disso, a soberana posição de uma “consciência crítica” baseia-se no pressuposto da existência de uma teoria total da sociedade que se torna insustentável num contexto no qual as metanarrativas de qualquer gênero são olhadas com profunda desconfiança. A realização do sujeito ideal da pedagogia crítica depende, igualmente, da aceitação de uma epistemologia realista pela qual se supõe a existência de um referente último e “objetivo” – “a” sociedade –, acessível apenas a uma ciência crítica da sociedade e, espera-se, ao sujeito plenamente realizado da pedagogia crítica. No quadro da chamada “virada lingüística”, torna-se altamente questionável continuar sustentando que exista uma coisa chamada “a” sociedade.

É, entretanto, ao seu próprio núcleo, à noção de “consciência crítica”, que se dirige o golpe mortal contra a pedagogia crítica. Os questionamentos dirigidos à chamada “filosofia da consciência” que está na origem dessa concepção partem de várias direções da teoria social contemporânea. Basicamente, a chamada “filosofia da consciência” – que atende também pelo nome de “teoria do sujeito” – pressupõe que o indivíduo humano é o centro e a origem do pensamento e da ação, que o ser humano é o soberano senhor de suas reflexões e de seus atos, que seus pensamentos e ações são, fundamentalmente, racionais e conscientes. Trata-se do conhecido “sujeito cartesiano”, assim chamado por ter sido, supostamente, descrito, pela primeira vez, por Descartes. Esse “sujeito” caracteriza-se, assim, por ser centrado, unificado, homogêneo, racional, consciente, reflexivo. Esse “sujeito” tem uma interioridade, um núcleo de subjetividade supostamente pré-social, extralingüístico e a-histórico. Trata-se, enfim, de um sujeito soberano.

É, primeiramente, a Psicanálise, com Freud e, depois, com Lacan, que vai atacar a soberania desse sujeito, ao afirmar que ele não é quem pensa que é, que ele não faz o que pensa que faz. Com a Psicanálise o sujeito cartesiano sofre um primeiro descentramento: ele é deslocado do consciente para o inconsciente, de um núcleo essencial para um processo formativo, do pré-lingüístico e do pré-social para o lingüístico e o social. É com a chamada “teoria pós-estruturalista” e com as perspectivas chamadas de “pós-modernas”, entretanto, que a “teoria do sujeito” vai se tornar claramente insustentável. Com Foucault, o “sujeito” não passa de um efeito das práticas lingüísticas e discursivas que o constroem como tal. Se, para a Psicanálise, o sujeito não é quem ele pensa que é, para Foucault, o sujeito não é nada mais do que aquilo que dele se diz. O “sujeito”, mais do que originário e soberano, é derivado e dependente. O “sujeito” que conhecemos como base e fundamento da ação é, na verdade, um produto da história.

Com Derrida, é o persistente pressuposto do sujeito concebido como presença para si mesmo, em cuja interioridade o próprio mundo existiria também como presença, que vai ser posto à prova. Para Derrida, a concepção de sujeito da metafísica ocidental confunde-se com seu fonocentrismo. Por estarem “colados” ao seu emissor, os sons que produzimos por meio da linguagem oral parecem coincidir com a presença de seus correspondentes significados em alguma suposta interioridade subjetiva. Os “pensamentos” que temos parecem brotar dessa região de plena presença interior do significado, sem qualquer intermediação da linguagem. A linguagem em sua expressão oral aparentemente coincide com o próprio significado em sua plena e pura presença. Em contraste, a escrita, na medida em que pode ser separada de seu emissor, parece ser uma expressão derivada e secundária do significado. Na argumentação de Derrida, entretanto, a linguagem oral não detém, em termos da presença não-mediada do significado, qualquer privilégio relativamente à linguagem escrita. Em síntese, não existe qualquer interioridade, subjetividade ou consciência que secrete, independentemente da sua expressão como traço lingüístico material, a presença do significado. Com Derrida, a subjetividade dissolve-se na textualidade. O “sujeito”, se é que ele existe, não passa de simples inscrição: ele é pura exterioridade. Não há lugar, aqui, para qualquer “teoria do sujeito” ou “filosofia da consciência”.

É com Deleuze e Guattari, entretanto, que o questionamento da “teoria do sujeito” se radicaliza. Em oposição a Foucault e Derrida, que questionam o “sujeito” da “filosofia da consciência” sem se arriscarem a propor nada em troca, Deleuze e Guattari desenvolvem toda uma pragmática da subjetividade na qual desaparecem quaisquer referências a “sujeitos” como entidades ou substâncias concebidos como centros ou origens da ação humana. Para começar, o mundo é concebido como sendo constituído de “máquinas” que se definem não por qualquer caráter essencial mas simplesmente porque produzem: o que interessa são só seus efeitos. Como tal, não há qualquer distinção entre “máquinas” biológicas, humanas, mecânicas, eletrônicas, naturais, sociais, institucionais... As máquinas se caracterizam pelos fluxos que circulam entre elas: certas máquinas emitem fluxos que são “interrompidos” por outras máquinas, as quais, por sua vez, produzem outros fluxos, que são “interrompidos”, etc. Ao conceber o mundo como sendo formado por máquinas, Deleuze e Guattari rejeitam qualquer distinção entre sujeito e objeto, entre cultura e natureza, entre interioridade e exterioridade. Diferentemente da subjetividade da “teoria do sujeito”, as máquinas de Deleuze e Guattari não são caracterizadas pelo que são, mas pelo que fazem. Não há qualquer tentativa, entretanto, de fazer remontar as ações à qualquer suposta origem – justamente o gesto fundador da “teoria do sujeito”. Tal como em Nietzsche, não se deve ir atrás do “fazedor”, mas apenas do “fazer” e do “feito”. Nenhum ponto fixo, nenhuma substância, nenhuma essência, nenhuma origem, nenhum centro. Apenas linhas, fluxos, intensidades, energias, conexões, combinações. Com Deleuze e Guattari, a teorização pós-estruturalista livra-se não apenas do “sujeito”, mas de todo o vocabulário que torna possível falar sobre ele, substituindo-o por uma linguagem completamente nova, constituída de entes e seres que lhe são completamente estranhos: máquinas desejantes, corpos sem órgão, agenciamentos...

Se com Foucault aprendemos que o “sujeito” é um artifício da linguagem, com Deleuze e Guattari aprendemos que o “sujeito” é um artifício – ponto. É precisamente isso que eles querem enfatizar quando substituem a linguagem espiritualista, idealista, transcendentalista de “almas” e “sujeitos” pela linguagem profana, materialista, imanentista de “máquinas” e “corpos sem órgãos”. Mas se a teorização de Deleuze e Guattari aponta, ainda, para seres e processos que nos parecem demasiadamente teóricos e abstratos, a teoria cultural contemporânea vem nos dizendo que pelo menos alguns desses seres e processos já estão entre nós. Para a teoria cultural contemporânea, a “existência” de monstros, ciborgues e autômatos complica, definitivamente, o privilégio tradicionalmente concedido ao ser humano ou, se quisermos, ao “sujeito”, com todas as propriedades que costumam ser descritas no “manual do usuário” que o acompanha (por favor, consulte o seu): essencialidade, consciência, autonomia, liberdade, interioridade. Os fundamentos da “teoria do sujeito” tornam-se ainda mais duvidosos com os desenvolvimentos da chamada engenharia genética, sobretudo, as possibilidades abertas com a manipulação do código genético e da clonagem.

Tal como demonstrado por Donna Haraway, a generalização da simbiose entre máquina e organismo, no mundo contemporâneo, torna cada vez mais difícil reconhecer entre aquilo que é puramente organismo e aquilo que é puramente máquina. Se com Darwin, o homem se tornou ontologicamente indistingüível dos outros seres vivos, a existência “real” de ciborgues torna problemática distinções ontológicas demasiadamente nítidas entre homem e máquina. O privilégio dado à subjetividade humana, com todos os atributos que lhe são anexados, torna-se, no mínimo, duvidoso. Essa confusão de fronteiras é magnificamente ilustrada no filme Blade runner, no qual a trama gira precisamente em torno da dificuldade de se distinguir entre “verdadeiros” seres humanos e “replicantes”. Não é que as máquinas se tornem “humanizadas”, mas o contrário: são os seres humanos que são expostos em toda sua artificialidade.

Mas se os ciborgues, tal como a engenharia genética, expõem a artificialidade da subjetividade humana de forma concreta e material, há uma outra espécie de criatura que expõe, agora no terreno propriamente cultural, a ansiedade que o ser humano tem relativamente ao caráter artificial de sua subjetividade: o monstro da tradição, da literatura e do cinema. No fundo, a questão da subjetividade diz respeito, sobretudo, ao cruzamento de fronteiras: entre o humano e o não-humano, entre cultura e natureza, entre diferentes tipos de subjetividade. O monstro, “pura cultura”, como diz Cohen, em seu ensaio neste livro, expressa nossa preocupação com a diferença, a alteridade e a limiaridade. A “existência” dos monstros é a demonstração de que a subjetividade não é, nunca, aquele lugar seguro e estável que a “teoria do sujeito” nos levou a crer. As “pegadas” do monstro não são a prova de que o monstro existe, mas de que o “sujeito” não existe.

Chegamos, assim, ao presente livro. Seu núcleo é constituído por três capítulos extraídos do livro de James Donald, Sentimental education. Publicado em 1992, foi talvez o primeiro trabalho teórico a colocar em questão, de forma explícita e elaborada, os fundamentos da “teoria do sujeito” no campo educacional. Misturando crítica cultural com filosofia política e psicanálise, Donald recorre, sobretudo, à análise da ficção sobre monstros para chamar a atenção para o caráter problemático da natureza da subjetividade pressuposta na teoria pedagógica – sobretudo na teoria pedagógica crítica. A “pedagogia dos monstros” não desenvolve uma pedagogia dirigida à formação de monstros nem uma pedagogia que utilize os monstros com fins formativos. A “pedagogia dos monstros” recorre aos monstros para mostrar que o processo de formação da subjetividade é muito mais complicado do que nos fazem crer os pressupostos sobre o “sujeito” que constituem o núcleo das teorias pedagógicas – críticas ou não.

Tendo como eixo esses três capítulos de Donald, o presente livro completa-se com duas resenhas sobre o livro original de Donald, Sentimental education: a de Ian Hunter e a de Eva Bahovec. Por explicitarem, mas também por questionarem em alguns pontos os argumentos de Donald, elas nos ajudam a compreender melhor as complicações da questão da subjetividade em educação. Além disso, o livro inclui também um capítulo sobre “teoria dos monstros”, escrito por Jeffrey Jerome Cohen, extraído do livro por ele organizado, Monster theory: reading culture. Embora não discuta nenhuma questão propriamente educacional, ele desenvolve insights que reforçam o argumento implícito de Donald, de que, parodiando Lévi-Strauss, os monstros são bom para pensar. Tal como os ciborgues, eles mostram, como diz Girard, citado no ensaio de Cohen, que a nossa ansiedade não é causada pela diferença, mas pela falta de diferença: entre nós (mas quem somos nós?) e eles – os monstros, as máquinas e os ciborgues} [tomaz tadeu da silva. pedadogia dos monstros. warez b00k].

2001 [kubrick] em flash

[www.kubrick2001.com] | via andrigo case.

game drug5

{Embora a maioria das pessoas concorde que os mundos virtuais são viciantes por si mesmos, os desenvolvedores estão tornando-os ainda mais causadores de dependência, acrescentando à ação o perigo das drogas eletrônicas}.

aldous huxley

{The Centre for Aldous Huxley Studies} + [somaweb.org] + [www.huxley.net].

musculos artificiais

{Albuquerque inventor revolutionizes the field of robotics} | via [roboticnation.blogspot.com].

robos controlados pelo cerebro

{Researchers in New York City are teaming with the U.S. Navy and scientists in Russia to build electronic circuits that mimic the brain, producing an agile controller that can maneuver robot vehicles with speed and precision}.

neurobotics

{The ultimate objective of the NEUROBOTICS project is to introduce a discontinuity in the robot design, thus going literally "Beyond Robotics". This discontinuity will be pursued by a strategic alliance between Neuroscience and Robotics, which will go well beyond present, mostly fragmented, collaborations, and lead to overcome state-of-the-art of robotics worldwide}.

peter handke

{Todos e cada um dos momentos de minha vida se encaixam uns com os outros, sem necessidade de elementos intermediários. Existe um vículo imediato; a única coisa que tenho de fazer é imaginá-lo livremente}{apud Jorge Larossa. Pedagogia Profana: danças, piruetas e mascaradas. Tradução de Alfredo Veiga-Neto. Belo Horizonte: Autêntica, 2003, p.59}.

frank r. paul

{um dos mais brilhantes e profícuos ilustradores de ficção científica do século passado, ajudando a criar e estabelecer todo o universo visual do gênero. Este site tem
uma bela galeria com os desenhos e capas criadas pelo artista para revistas de contos como a Amazing Stories
} | via [mblog.com/hyperpop].

de 1 grau na sua maquina

[212.61.68.76/rebels/modpage/index2.htm].

erik davis

[www.techgnosis.com] | via hermano vianna.

lygia clark

{A obra de Lygia Clark cria uma perspectiva original de abordagem de uma questão que atravessa a arte moderna desde o início: reconectar arte e vida, criando “objetos vivos”, onde se entrevê a potência vital que tudo agita.

Num primeiro momento (1950-63), sua investigação migra do plano, ao relevo e, deste, ao espaço (os Bichos). Inserida no assim chamado Movimento Neoconcretista, esta parte da obra é mais digerível pelo sistema da arte e, porisso, mais conhecida. Embora já aqui tenha início a participação do espectador, o objeto ainda pode ser passivamente contemplado.

A partir de Caminhando (1963), a obra radicaliza-se a tal ponto, que permanece, ainda hoje, como um enigma indecifrável. Deste momento até o final de sua vida (1988), o problema de Lygia será o de iniciar o espectador à visão da vida nas coisas, sem o que a conexão arte/vida não se realiza. Sua investigação se concentrará então no próprio espectador, migrando do ato, ao gesto, ao corpo, à relação entre os corpos, para no final, dirigir-se à subjetividade.

Em sua última obra, a idéia de Lygia Clark realiza-se plenamente: inventando os Objetos Relacionais, através dos quais opera a Estruturação do self, Lygia oficia um ritual de iniciação a esta visão. O fruidor desloca-se efetivamente de seu lugar de espectador (da obra de arte, mas também da vida): a arte conecta-se efetivamente com a vida, como dimensão fundamental do processo de subjetivação, seu princípio criador.

Através da obra de Lygia Clark produz-se o personagem que deveria substituir o espectador na cartografia criada pela arte moderna. Uma resposta poderosa é oferecida aos impasses que se colocam à subjetividade contemporânea, para cuja constituição o princípio identitário tornou-se inoperante. Completa-se, assim, o projeto moderno
}.

suely rolnik

[www.caosmose.net/suelyrolnik].

drug5: just say know

[www.urban75.com] + [www.erowid.org].

gilberto gil

{esta cultura digital que hoje estende sua teia por todo o planeta, viveu momentos decisivos sob o signo do pensamento transformador, e mesmo sob o signo da utopia. Basta lembrar a conquista contracultural do micro computador. A contracultura se responsabilizou em trazer o computador do plano industrial-militar para o plano do uso pessoal. Da mesma forma aconteceu uma espécie de migração contracultural das hostes psicodélicas para os laboratórios de alta tecnologia e para o sonho da realidade virtual. A California era naquele momento um centro da viagem contracultural, e um centro de alta pesquisa tecnológica. Tudo se misturava: Janis Joplin e a engenharia eletrônica, alteradores de consciência e programadores de computador}[04.05.2004 - 5 FISL] | via [ecodigital.blogspot.com].