(jorge luiz antonio)
www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/404nOtF0und/404_3.htm.
considerações sobre poesia digital
#
22.2.05
a poesia das mídias eletrônico-digitais
(jorge luiz antonio)
www.uff.br/mestcii/jorge1.htm.
#
22.2.05
fluxus
festival internacional de cinema na internet.
inscrições até o dia 23 de fevereiro.
www.fluxusonline.com.
#
16.2.05
monumento de papel
(yi sáng)
Sou alto de perna comprida ruim da perna esquerda e minha esposa baixa de perna curta ruim da perna direita e se caminharmos feito um corpo só perna boa com perna boa a minha perna direita e a perna dela esquerda aahh este casal será manco sem salvação. Sendo o mundo de não-acidentes o hospital há até o fim do fim a não-doença que sempre espera por uma cura
[tradução de yun jung im].
#
12.2.05
espetáculo
(edmond jabès)
[...]
Sexo é sempre uma vogal.
[...]
A arte do escritor consiste em levar, pouco a pouco, as palavras a se interessarem por seu seus livros.
[...]
O louco é a vítima da rebelião de palavras.
[...]
Os cadernos infantis estão plenos de seres disformes, cuja enfermidadede deve sua origem, no mais freqüente, a um erro de ortografia.
[...]
Lentos ao nascimento, os olhos são os últimos a morrer.
[...]
No poema, o eco é tão importante quanto o silêncio.
[...]
Graças ao ritmo, o poeta conserva o equilíbrio que as palavras lhe reclamam.
[...]
A imagem é formada pelas palavras que sonham.
[...]
Constantemente em país estrangeiro, o poeta se serve da poesia como intérprete.
#
1.2.05
franz kafka
"Parece-me que deveríamos apenas ler livros que nos mordam e espicacem. Se a obra que lemos não nos disperta como um golpe de punho sobre o crânio, qual a vantagem de a ler? Para que nos torne felizes? Meu Deus, seríamos da mesma forma felizes se não tivessemos livros. E os livros que nos deixam felizes, a rigor, poderíamos escrevê-los nós mesmos. Em contrapartida, precisamos de livros que sobre nós atuem de modo igual a uma desgraça; que nos façam sofrer muito, como a morte de quem amássemos mais do que nós mesmos; como um suicídio. Um livro deve ser o machado que rompe o mar gelado existente em cada um de nós".
#
1.2.05









